2014, é nóis!

Depois da limpeza, arrumação e organização da minha casa, que iniciei mais ou menos no sábado passado, 28/12, senti a necessidade de escrever alguma coisa sobre as minhas descobertas no ano que passou e alguns objetivos para 2014.

Então. Já tem algum tempinho que eu venho flertando com algumas ideias como: não consumo, consumo consciente e minimalismo. Entre meados de 2012 e de 2013 percebi que estava viciada em compras. Na verdade, esse vício surgiu como uma espécie de fuga para os problemas de saúde que eu vinha enfrentando. Resumindo: comprar se tornou a minha válvula de escape. Assim, fiquei meses tentando parar, sem sucesso, com o meu vício. Até que em maio do ano passado aconteceu a melhor coisa que poderia ter acontecido: perdi o meu emprego!

Depois de ter sido demitida decidi que iria trabalhar por conta própria e vida de frela sabe como é... tem mês que tem, tem mês que não tem. Desse modo, tendo despesas fixas como aluguel, água, luz, etc. eu tinha que segurar mais o dinheiro. Com o tempo fui percebendo que trabalhando em casa eu não precisava mais de tanta roupa (esqueci de dizer que o meu maior consumo era de roupas) até que, quando chegou lá para outubro, eu constatei que minhas roupas de trabalho, como blazers, calças de alfaiataria, camisas, sapatos, vestidos e saias até o joelho ficaram encostadas, sem uso. Como tendo a não manter o que não uso, comecei a sentir um comichão sobre o que fazer com aquilo tudo.

Outra coisa que aconteceu foi que emagreci uns 8 quilos e perdi praticamente um guarda-roupa inteiro! E aí, o que fazer? Sem dinheiro sobrando, sem emprego fixo, não ia dar para sair comprando tudo de novo... Daí que, depois de muito pensamento, pesquisa na internet, consultas aos amigos do Facebook decidi:

mandar ajustar as roupas que iria usar nesse verão;

doar algumas peças para família / caridadee

vender artigos com pouquíssimo uso, que custaram caro e que são de qualidade, de modo a fazer um dinheirinho.

Felizmente consegui uma costureira muito boa que me salvou a vida (e o guarda-roupa). Anunciei alguns artigos no Enjoei e estou ainda separando roupas, acessórios e outros objetos sem utilidade para doação. Creio que na próxima semana eles serão recolhidos.

Ainda pegando o gancho do tema doação gostaria de dizer que é muito importante, periodicamente, fazermos uma limpeza/destralhe em casa com a finalidade de nos liberarmos de coisas que possuímos e que já não estamos utilizando. Toda vez que destralho a casa percebo a quantidade de coisas que tenho e que não uso e que poderiam ser muito úteis para alguém. Há várias instituições que recolhem doações. Eu recomendo as Casas André Luiz e o Exército da Salvação. Gente, vamos parar de jogar televisão, monitor de computador, sofá, colchão, algum móvel quebrado na rua. Algumas instituições, como as casas André Luiz recolhem todo o tipo de coisa, consertam e vendem por preços mais baixos nos seus mercados, os Mercatudo. Eu me sinto muito bem quando faço isso porque sei que estou ajudando pelo menos em três esferas: a instituição e as pessoas que são beneficiadas por ela; as pessoas que compram coisas por um preço melhor e o planeta porque comprar artigos de segunda mão além de ser uma economia, poupa o meio ambiente.

Outra coisa legal de ser feita é averiguar, periodicamente, os itens que temos e que precisa de manutenção. Descobri que dá para consertar (até de rasgos!), costurar, trocar saltos, solas e tingir sapatos, tingir (sobretudo jeans e peças de algodão) e customizar roupas... dá para consertar bijuterias, equipamentos eletrônicos... quando eu realizo um conserto penso, mais uma vez, que estou poupando o planeta... enfim...

Mais uma constatação em 2013 foi sobre a questão da “gestão do tempo” e de como eu estava ruim nesse âmbito. Para quem trabalha autônomo, no começo isso é um grande, um imenso, um retumbante desafio! No meu caso, ainda estou me ajustando a esse modo de trabalho e tendo muita esperança de que conseguirei atingir a minha meta.

Também percebi, no ano que passou, que a coisa que mais adoro na vida é escrever. Assim, graças ao convite da minha amiga, parceira de projetos e “musa inspiradora” a psicóloga e femininoterapeuta, Cristina Guimarães, comecei um trabalho diferente do que faço em termos de produção de texto. Hoje a apoio no projeto Escola da Mulher (http://escoladamulher.com/) . Ajudo a cuidar do blog, da fanpage no Facebook e participo como apoiadora nos workshops. Esse trabalho me dá muito prazer mas o que eu mais gostei foi perceber que escrever, lidar com blog, enfim, me comunicar é uma grande paixão! Assim decidi que nesse ano quero me aprofundar nisso: gestão de blogs e redes sociais e jornalismo.

 

Outra grande alegria do ano foi ter tido um amadurecimento da minha relação com a Moda, algo de que sempre gostei mas que foi reprimido em minha educação e estilo de vida. Ter assumido que sim, eu gosto de moda, eu levo jeito para essa coisa de montar looks, escolher peças de roupa foi uma sacada libertadora. A Moda é para mim um hobby delicioso! Passo horas vendo blogs, revistas, observando vitrines... Então, ter aliado esse gosto pessoal com a questão do consumo sustentável foi algo incrível! Ter diminuído as compras compulsivas me ajudou a perceber que menos é mais. Assim, decidi reduzir o meu guarda-roupa de 300 peças para 150. Dos 150, metade será vendida, a outra metade doada.

Por último, algo que eu decidi levar como lema para 2014 me foi revelado durante a faxina de final de ano: eu quero ter menos coisas, de um modo geral. Nem tenho tanta coisa assim, mas o que tenho me toma bastante tempo. Ter menos coisas para cuidar é ter mais tempo para viver, produzir, relaxar. Menos é mais! Mais vida, mais tempo, mais espaço, mais energia circulando! Assim, daqui por diante, todas as compras serão pensadas e o que não estiver sendo usado será doado/vendido/trocado. Quero me desfazer de, no mínimo, 50% dos meus pertences. O processo foi iniciado e estou muito motivada a leva-lo adiante. Cada vez que eu me desfaço de algo e vejo o espaço liberado e a energia poupada, porque é uma coisa a menos para cuidar, a alegria é imensa!

Então, gostaria de terminar o texto fazendo uma listinha de objetivos para o ano de 2014.

- Menos é mais! Quero praticar o consumo consciente e o Minimalismo. Reduzir minhas coisas em, pelo menos, 50%.

- Com mais vida quero: viajar mais (e muito), estudar, produzir, me exercitar e relaxar mais.

- Quero aprender coisas novas: gestão de blogs e redes sociais, gestão de tempo, organização, pós graduação em Jornalismo, curso de Teatro, de maquiagem e de consultoria de estilo (fazendo a lista me dei conta de quanta coisa quero aprender nesse ano!).

- Reformular o meu blog: A deusa alquímica (http://adeusaalquimica.blogspot.com.br/).

 

- Fazer muito exercício físico, sobretudo academia, dança, yoga e corrida. Quero ser a saradona de 2014, hahaha... (meta ousada).

- Quero trabalhar com outras coisas, porém de maneira autônoma.

Enfim, acho que por hora, é isso. Ter escrito esse texto faz parte do Ritual do Ano Novo que estou fazendo e que foi sugerido pela Maria Soledad. Para quem quiser saber do que se trata: http://sermulherfemininoconsciente.blogspot.com.br/2013/12/festejando-o-ano-novo-sentidos-rituais.html.

Minha gratidão a você, que leu o texto, e à Vida que é boa comigo e me proporciona a grande oportunidade de experimentar.

2014, “vem ni mim”!!!



Escrito por Sammy às 17h31
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Pois é.

Estamos em janeiro e eu sumi do Blog desde o final do ano passado. Então, Feliz Ano Novo!

Sendo bem honesta e verdadeira, no final do ano passado, penso que lá pelo dia 21 de dezembro, eu recebi uma notícia que mexeu muito, mas muito comigo: o dono do imóvel que alugo não renovaria o contrato.

Nossa, nem sei explicar como me senti... Fiquei sem chão e me sentindo uma pessoa, sei lá, uma pessoa de valor menor, uma pessoa sem eira nem beira. Pior do que ter recebido essa notícia foi constatar o prazo que tinha para me mudar: 1 mês! E o digníssimo doutor, nem para me avisar um pouquinho antes: bem na véspera de Natal e Ano Novo recebo essa bomba (e depois que já tinha gasto todo o meu 13º salário!)... olha, foi difícil, tenso.

Daí que procura daqui, procura dali e eu, cada dia mais perplexa com os preços praticados no mercado de imóveis. Poderia pagar, no máximo, até 800 reais por uma moradia e comecei a visitar os imóveis: gente, como eu vi muquifo, lugares que davam depressão e vontade de chorar e sair gritando, só de olhar! E como se não bastasse esse estresse todo, tem todo o estresse da mudança em si, de encaixotar, de jogar coisas fora e de constatar que a pessoa aqui tem muito, muito mais coisas do que precisa!

Pois bem, graças a Deus consegui encontrar uma casa decente, com condição de vida salubre, num preço que, apertando um pouco aqui e ali, conseguirei pagar. Agora estou apenas resolvendo burocracias de seguradora, imobiliária e, se tudo correr conforme o esperado, me mudo ainda nessa semana.

Nesse feriado de aniversário da cidade de São Paulo (25/01) peguei para encaixotar documentos, Xerox e apostilas da época de faculdade e artigos de escritório, além de roupas, sapatos, bolsas, etc... Perplexa, constatei que estava guardando muitas coisas sem a menor necessidade! Documentos de quase 10 anos, apostilas que nunca mais vou ler, olha, difícil. Só de papel joguei fora mais de 3 sacolas, tipo ecobag, cheias. Também trouxe muito material de escritório para onde eles serão, efetivamente, usados: para o meu local de trabalho.

Além disso, tô com roupa saindo pelo ladrão. Tem de tudo: peça que não serve, peça que enjoei, peça que está velha. Mas... o que eu faço com o meu apego?

Sempre que eu pensava em destralhar minha casa eu impacava em algo: era o medo. O medo de confrontar esse meu lado, complicado, de pessoa que tem apego pelas coisas materiais. Estou mexida desde então. Não consegui tomar uma decisão ainda, nesse momento de pressão, quanto ao que pretendo pôr fora, mas já decidi que, assim que mudar para a casa nova, vou realizar um profundo destralhe, e mandar fora tudo o que não quero e não preciso mais e vou doar para caridade. Gente, vou fazer caridade, pela primeira vez na minha vida!

É, 2013 começou assim para mim, com profundas mudanças, internas e externas. Sim, tô achando ruim, tô incomodada, mas tenho certeza de que tudo isso veio para o meu bem.

Vamos nos falando...



Escrito por Sammy às 11h21
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Pois eh, sumi do blog

… sinto muito!

O fato eh que, sem internet em casa, fica muito dificil manter a regularidade dos posts…

Eu bem que tentei instalar a “Net” na minha casa. Mas, a empresa se mostrou tao, mas tao, mas tao ineficiente, que nao deu, desisti. Quatro tecnicos vieram na minha casa e nao instalaram o servico. Quando ligavamos para reclamar, era um sufoco. Atendentes mal informados, mal treinados, de ma vontade, cada um falando uma coisa diferente… Assim, passaram-se 3 semanas e nao consegui instalar o servico.

Achei que era um sinal, de que eu nao deveria fazer isso porque deveria procurar outra casa. De fato, estou mesmo pensando nisso. Passei um periodo dificil nessa minha atual residencia e gostaria de renovar os ares… enfim…

Por outro lado, andei retomando o blog “Deusa Alquimica” e acabei usando o pouco tempo que tenho de internet para atualiza-lo e alimenta-lo… Entao, meu sumico foi por uma boa causa… rsrsrs.

Bem, desde 30 de agosto, eu voltei a fazer Dieta de Compras Superfluas… Acabei comprando um vestido e um sapato para o trabalho, porque acho que estava mesmo precisando, sei la. Como estava fazendo muito calor aqui em Sao Paulo, e os meus vestidos e saias estavam “curtos” para os padroes da empresa, eu acabei comprando um novo. E os sapatos que tinha para o calor, tambem considerados abertos demais para o novo dresscode da empresa, estavam inadequados, ou entao altos demais, e eu tenho tido certa dificuldade de usar saltos, acabei comprando um peep-toe da linha conforto. Logicamente, me desfiz de muita coisa ja. Mas ainda ha muito o que destralhar!

Entao, em 2 meses, essas foram as compras…

O legal eh que agora, comprar ja nao eh o meu passatempo predileto e quando preciso ir a um shopping, para comer, para ir ao banco ou ate passear, consigo ficar numa boa. Comprei um presente para uma amiga, tranquilamente, sem surtar! E nao quis comprar nada para mim.

Entao gente, acho que a pior fase ja passou. Ja retomei o controle do meu cartao. Ainda tenho dividas, mas logo estarao sanadas…

Eu tenho pensando, seriamente, em levar o “Sammy in Sampa” para o Blogspot… Acho que fica mais facil, e poderei me conectar a todas as “amigas virtuais” que tem proposito semelhante. Vou me organizar para isso entao!

Vamos nos falando… prometo!!!



Escrito por Sammy às 17h32
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Alegria!

Conto que tenho feito um pouco de cálculos ultimamente e percebi que, com boa parte do 13º, conseguirei me livrar de dois empréstimos que eu teria até o ano que vem!

Também conto que, desde que comentei aqui que havia percebido onde estava o maior rombo no meu orçamento, tenho conseguido fazer menos refeições fora de casa. Ontem, por exemplo, eu descongelei uma carne moída com molho de tomate e preparei, muito rapidamente, um macarrão, sem glúten, e eis que meu jantar estava pronto e delicioso! Que alegria, uma refeição a menos na rua...

Registro também que estou retomando o blogue A deusa alquímica: www.adeusaalquimica.blogspot.com.br. Nesse espaço virtual publico e compartilho textos sobre mulheres e feminilidade, assim como divulgo as oficinas de Desenvolvimento Feminino que acontecem aqui em São Paulo.

De um jeito meio doido, as coisas estão caminhando. O dinheiro começa a ficar mais tempo na minha conta, de modo que tenho usado pouquíssimo o cheque especial. Não tenho mais levado tralha para casa e já tenho uma perspectiva de sair das dívidas e mudar hábitos nocivos.

Hoje eu percebo que o consumismo foi como uma doença, um transe, um sonho ruim, um dreno de tempo e de energia. Hoje eu já não sinto tanta vontade de comprar e nem de ir ao shopping – aliás, os templos do consumo estão se tornando lugares opressivos para mim.

Tirei mais de 95% de glúten da minha vida e sinto melhoras. Também troquei o T4. Resolvi usar outra marca, mais cara, depois que me disseram que é bom trocar o remédio de vez em quando. Acho que o meu corpo estava acostumado e já não estava respondendo à terapia, daí a razão do meu cansaço e confusão mental. Hoje eu estou quase me sentindo uma pessoa normal!

Também voltei a usar o Óleo de Prímula que é um santo remédio para TPM (de uns tempos para cá eu vinha tendo TPMs incapaciatantes).

É isso, aí, minhas atividades estão sendo retomadas: blogues, terapia, grupos femininos, saúde, dinheiro... Já consigo até pensar em voltar a estudar no ano que vem e terminar minha Licenciatura, fazer método Kumon para Português, me aperfeiçoar na arte de produzir textos etc., etc.

Também quero -e preciso! - retomar os exercícios físicos. Por hora, não vou pagar academia: a ideia é ir caminhar em um parque perto de casa. E fazer yoga e alongamento em casa.

Os hábitos ruins estão mudando. Toda a mudança não é fácil e nem do dia para a noite, mas se a gente perseverar no objetivo chega lá!

Gratidão pela ajuda e conselhos das minhas leitoras e pelas queridas que têm escrito sobre o Minimalismo em vários blogues da internet, cuja leitura me é de grande ajuda nesse momento de transformação.



Escrito por Sammy às 10h57
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Desde que decidi...

 

... ficar um perido sem comprar, eu comecei a ler varios blogues que abordam o tema. Assim, ha pelo menos um ano, tenho lido nesses blogues postagens que abordam temas como: minimalismo, consumo consciente, nao consumo, destralhe, organizacao, economia, etc. etc.

A leitura quase que diaria, foi e ainda eh de grande ajuda para a mudanca do paradigma do consumo em minha vida. Por meio delas, passei a questionar varios aspectos da minha vida, sobretudo o consumo. Talvez, se eu nao tivesse o respaldo dessas leituras, talvez ainda estivesse correndo atras de ter mais e mais coisas, e nunca me sentiria satisfeita com as coisas que ja conquistei.

Acredito que eu buscava nas sacolas do shopping, o conforto para o dificil momento emocional que eu vivia. Ainda nao sei bem explicar como era o processo, mas comprar me dava uma satisfacao imediata e uma certa sensacao de poder. A conclusao a que cheguei eh que consumir coisas (que depois podem se transformar em tralhas) nao eh capaz de nos livrar da depressao, da tristeza e do vazio.

Por outro lado, a minha vida foi meio dificil. Minha familia eh de origem simples e eu tinha muitos desejos de consumo, de varias coisas diferentes. Encurtando um pouco a historia, quando finalmente ascendi socialmente e passei a pertencer a classe B, me vi com um poder de compra jamais imaginado. Alem de estar ganhando como nunca havia ganhado na minha vida, eu tambem estava tendo acesso a um credito que eu nunca tinha tido na minha vida.

A mistura foi nitroglicerina pura! Assim, a moca que sempre passou por muitas privacoes de consumo, que estava comecando a ganhar um salario razoavel, que conseguiu um cartao de credito com um limite razoavel e vivendo um estado emocional horrivel, comecou a gastar como se nao houvesse amanha.

 

A consequencia dessa historia voces conhecem: um endividamento cronico.

Mas, a vontade de mudar toda essa situacao eh forte. Desde junho me iniciei nesse proposito. No comeco, muitos deslizes e crises. Agora, chego a uma fase mais estavel.

Os shoppings ja nao sao a minha primeira opcao de passeio, as lojas ja me estressam, os meus bens acumulados se tornaram poluicao visual, fonte de estresse e angustia, ja nao tenho vontade de comprar nada, nem o que nao eh superfluo.

Devo confessor que, desde que retomei a dieta de compras, no dia 30 de agosto, eu tive alguns pequenos deslizes: comprei num impulso na 25 de marco uma ecobag que dobra e pode ser levada na bolsa, e comprei duas bolsas de viagem que dobram e ficam do tamanho de uma carteira. Decidi que muito provavelmente essas comprinhas se tornarao presentinhos de Natal. Tambem comprei um vestidinho para trabalhar por causa de um dress-code mais rigido no trabalho e o calor inedito que tem feito em Sampa que impossibilitava o uso de calcas…

O fato eh  que penso que esse habito ja esta sob controle: pode ser que eu de uma ou outra escorregada mas ja nao estou mais refem de um comportamento obssessivo e incontrolavel.

Mas, ainda tenho muito o que melhorar no quesito consumo. Por exemplo, descobri que tenho gasto muito dinheiro comendo fora. Alem disso, estou diminuindo (bastante) o consumo de gluten, de modo que, voltar a cozinhar em casa comeca a ser uma necessidade.

Tambem tem os exercicios fisicos que precisam ser retomados…

Assim, como eu me comprometi a diminuir as minhas compras, e mesmo com os meus deslizes acredito que tenho tido algum sucesso nisso, eu quero me comprometer a:

  • Cozinhar mais vezes em casa
  • Comer menos na rua
  • Praticar exercicios fisicos
  • Destralhar a minha casa
  • Iniciar um estilo de vida minimalista
  • Sair das dividas
  • Fazer poupanca

 



Escrito por Sammy às 17h12
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A minha sobrinha tem 3 anos. ..

Com essa idade, ela ainda nao pode dimensionar o quanto foi esperada por mim. Maaaaaaaassss… A danadinha tem um genio do cao! E para a coisa ficar, nao tao boa pro meu lado, ela nasceu no mesmo dia que eu (risos). Ai, voces podem imaginar, as comparacoes entre nos duas sao inevitaveis, rsrsrs…

Enfim. O fato eh que, no ultimo sabado, meus 2 sobrinhos, o menino e a menina, vieram passar o dia na casa da vo. O combinado seria que eu fosse ve-los. Levantei nem me sentindo tao bem no sabado, mas decidi que ia ate a zona ceralista comprar as sagradas Castanhas do Para (santo remedio para quem tem Tireoidite).

O passeio no Mercado Municipal foi capitulo a parte: trouxe ateh frutas exoticas para casa (risos, faz parte)! E como eh cheio aquele lugar. A fila para comer o famosessimo lanche de mortadela, nossa, dava voltas! Muito bizarro.

Eh, o dia foi meio corrido, tivemos a triste noticia do falecimento do Hebe… que tristeza, meu Deus…

Bem, a noite fui para a casa da minha mae, ver os sobrinhos. Passei em uma loja de conveniencia e comprei revistas de colorir, balas, chocolates e chicletes… Pensei: hoje eu vou estraga-los. Bastante.

Chego na casa da minha mae, um tanto quanto apreensiva. Sera que vou conseguir interagir com a menina? E para a minha surpresa, ela estava muito comunicativa e aberta. Foi uma farra! A gente pintou, desenhou, fez sujeira, falamos de princesas (eh, porque ela tem autoestima altissima e se julga uma princesa), e ateh brincamos de boneca, por mais de uma hora (gente, para crianca de 3 anos isso eh muito!).

De tao animada que ela estava, quem disse que conseguia dormir? Soh capotou depois da meia-noite. Eu, exausta (nesses ultimos dias nao tenho passado bem, os hormonios estao meio baguncados) mas feliz! Finalmente, depois de anos de espera, eu consegui brincar com a minha sobrinha, mas brincar mesmo!

Ela demorou mais para falar e eh mais calada, mas eu fiquei impressionada com tudo o que ela sabe. Crianca eh um barato ne? Percebe tudo!

Soh fiquei morrendo de pena do menino que acabou ficando doentinho. Teve febre, reclamou de dor de garganta, que doh, meu Deus. Sou muito coracao mole, se fosse mae, nao teria mais paz, rsrsrsrs… Mas, demos um remedio para febre e no domingo ele ja estava melhorzinho.

Enfim… eu escrevi esse texto soh para deixar registrado a alegria que senti por brincar com a princesa! Mesmo estando nao me sentindo muito bem fisicamente, eh incrivel a energia que as criancas passam para nos.



Escrito por Sammy às 15h49
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O rombo

Entao. No dia 22 de setembro passei o meu dia inteirinho na Expo Money (para ser assim bem suscintauma feira que trata de assuntos financeiros). Assisti a palestras muito interessantes sobre Financas Pessoais e pude receber informacoes importantes. De tudo o que aprendi, o que considerei mais importante para o inicio do meu processo de Educacao Financeira foi: fazer planilha de gastos.

Eh. Eu tenho uma trava com essa coisa de planilha e vivo arrumando mil desculpas pra nao fazer isso. Mas eis que, durante a semana, eu decidi contabilizar um tipo de gasto que tenho tido como essencial. Eu contabilizei o que eu tenho gastado com alimentacao (deixando claro que 80% dos meus gastos nesse setor acontecem com alimentacao fora de casa).

Foi duro, foi chocante. Alem do valor do vale refeicao e do vale alimentacao que eu recebo da empresa, gente, eu gastei mais de 500 reais no mes de setembro comendo fora! Isso eh um rombo, um ralo, um dreno para onde esta indo todo o meu dinheiro! Caraca!

Decidi, nao da para ficar assim. Isso precisa mudar. Preciso voltar a fazer mais refeicoes em casa, de modo que, a meta agora, sera economizer 300 reais desses 500, reservando 200 reais para alimentacao fora de casa.

Nem me meto a dizer que vou cortar de uma vez esses 500 reais. Isso eh impossivel para mim, tendo em vista toda a luta que tive para conseguir parar de comprar superfluos. Comigo a coisa tem que ir devagar e sempre. Comigo a coisa comeca toda errada e depois acaba toda certa. Quando decido empreender alguma mudanca, o comeco eh muito dificil para mim, cheio de tropecos, insegurancas, incertezas, deslizes… Eu vou ate um ponto. Desisto. Retomo. Enfio o pe na jaca. Entro em crise, fico mal, sinto culpa. E ai, crio vergonha na cara e tomo o rumo certo!

Eh, bem doida mesmo! Tudo bem, ja assumi. De perto ninguem eh normal mesmo!

Entao essa eh a ideia. Ter uma cota de 50 reais por semana para gastar com alimentacao. E economizar os outros 300 que serao destinados ao pagamento das dividas.

A noticia boa no que se refere ao consumo de coisas, sobretudo de itens de vestuario: a fase compulsiva passou. Ja consigo passear no shopping sem perder o juizo, ja consigo ver lojas numa boa, sem querer correr para dentro delas e ja consigo pensar mil vezes se aquele item eh mesmo necessario. Ja consigo ate sentir preguica de pensar em ter que comprar alguma coisa: que luxo eh ter esse sentimento!

Mas, o lance da comida vai ser meio complicado. Eu suspeito que em epocas que estou muito cansada e estressada (e eu vivo nessa montanha russa por causa do hipotireoidismo) eu tendo a comer fora, para nao ter o trabalho de cozinhar. Quando eu estou muito fatigada, exausta, confusa, cozinhar eh muito dificil para mim, por que eu fico tao atrapalhada que as ideias nao concatenam!

Tudo bem que os medicos achem que eh so acertar a dosagem do T4 e voila! Ta tudo resolvido.

Ta nao, ta nao. Mesmo com a dosagem regulada, eu sinto constantes oscilacoes fisicas, mentais e emocionais. Tem dias que estou otima, cheia de energia, minha mente fluindo bem. Tem dias que eu sinto cansaco, confusao mental, humor horrivel… Nesses dias dificeis, eh acionado o mecanismo de recompensa: ai eu preciso fazer algo que me de prazer imediato como comprar ou comer fora.

Enfim. Eh lidar com isso, com essa tendencia, com essa montanha-russa. Eh aceitar, eh dar um passo de cada vez, eh enfrentar os descompassos. Hoje mesmo no momento em que estou escrevendo esse texto, sinto-me totalmente descompensada: comi horrores hoje, nao trabalhei direito, estou cansadissima, sem energia nem para pensar onde vou guardar minhas roupas…

Tem dias em que eu perco o sono, totalmente neurotica, ansiosa, me cobrando, pensando nas mil coisas que preciso fazer e que nao consigo. Tem dias em que esta tudo bem e eu ate me sinto uma pessoa normal. Eh assim, vamo que vamo.

Cura? Os medicos dizem que Tireoidite de Hashimoto nao tem cura. Mas eu acredito na cura! Eu acredito em milagres!



Escrito por Sammy às 15h45
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Segundo dia sem glúten

O alarme me foi dado pela Ziula, por meio de um texto que relaciona o glúten a uma série de problemas de saúde. Minha amiga me indicou o texto porque eu havia me queixado, via Facebook, de uma sinusite crônica, chata, e que vinha se arrastando por meses.

De início, li o texto mas não dei, assim, muita bola.

No entanto... De uns tempos para cá (umas três semanas ou mais) eu tenho sentido um incapacitante desconforto físico: fadiga, letargia, confusão mental, azia, tontura. Corri até a livraria em busca de uma resposta. Eis que encontro um livro que fala de Dieta sem Glúten. Resolvi pegá-lo e dar uma olhada.

Começo a lê-lo e tomo um susto. O autor diz que, dentre outras muitas doenças, a Tireoidite de Hashimoto pode estar relacionada à intolerância ao glúten. Aí se acendeu em mim o alerta? Será? Porque ando intrigada com o fato de, a despeito de estar fazendo a reposição do T4, não estar sentindo sinais claros de melhora.

Além disso, Não apenas a Tireoidite pode ser uma doença relacionada à intolerância ao glúten, como também vários outros sintomas que tenho sentido: fadiga, confusão mental, problema de memória, mal humor, crises alérgicas como rinite e sinusite... Aff...

Tudo bem que eu sou meio hipocondríaca. Mas, diante de tantas coincidências e até que se prove o contrário, eliminei o glúten da alimentação. É claro que preciso fazer os exames direitinho, mas, até eu agendar um médico, marcar e fazer os exames, etc. e tal, enfim, achei que seria mais fácil parar de comer alimentos com glúten para ir vendo como me sinto.

O que me motiva é que, ainda que não seja esse o meu caso, encontrei informações que dizem que a dieta sem glúten pode ajudar a reverter processos alérgicos e inflamatórios e esse é o meu caso! rsrsrs...

Comecei ontem. Não foi tão difícil. É só prestar atenção no que se está consumindo e ir introduzindo outros alimentos, para substituir os pães, bolachas, pizzas, cereais integrais, massas, etc. a que se está acostumado a comer, sem nem questionar.

Hoje já senti o meu raciocínio começar a dar o ar da graça.

De quebra, vou economizar o dinheiro da pizzaria. E, quem sabe, emagrecer.



Escrito por Sammy às 17h13
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Quando a Ziula fala em minimalismo,

e no quanto precisamos refletir sobre nossas aquisições, percebendo que, quanto mais coisas temos, menos tempo temos porque precisamos dedicar-nos a cuidar, armazenar, e gerenciar todas os nossos pertences, eu penso que, EUREKA, é isso mesmo!

Eu já consigo ter essa percepção quando observo o meu guarda-roupa. Que trabalho danado que ele me dá! Preciso escolher os looks, depois lavar as roupas, depois passar, depois guardar... É muito trabalho, minha gente. E os sapatos então, que só podem ser guardados depois de limpos? Aff., que estresse. E as bolsas que volta e meia estão em cima do sofá, na maior confusão? E os tickets de transações de cartões, que saltam da carteira e se esparramam por todos os cantos da casa? E por quê eu os guardo, tendo em vista que a transação fica registrada na conta corrente/fatura do cartão?

Que doido!

Enfim. O que eu queria dizer é que agora, antes de comprar qualquer coisa, eu penso em tudo isso que mencionei acima de modo que, depois de muita prática e reflexão, já consigo controlar o impulso de comprar artigos de vestuário, higiene e maquiagem.

A meta é conseguir desenvolver o mesmo raciocínio para outros itens, sobretudo os de utilidade doméstica. Porque, se eu quero mesmo colocar as contas nos trilhos, duas providencias precisam ser tomadas: não comprar mais NADA nos meses de outubro e novembro, e reduzir drasticamente as despesas com alimentação fora de casa.



Escrito por Sammy às 16h51
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Dias de "Titiuti"

A despeito da terapia com o T4, da dosagem hormonal estar ok., e de o TSH estar só um pouquinho elevado, de modo que o médico está decidindo se indica uma dose maior do hormônio, minha gente, de uns 15 dias para cá estou me sentido meio cansada, desanimada, confusa, e esquecida. Estou em fase de Tiuti. Mas, o que vou fazer? Sentar e chorar?

Não!

Eu vou é rir disso!!! Não dizem que rir é o melhor remédio? Então, esse será o meu remédio.

No mais, é se organizar minimamente para fazer: Yoga, Acupuntura, Ginástica. E se alimentar direitinho. E tomar os Florais.

Tudo vai se normalizar.



Escrito por Sammy às 13h52
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On line

Olá queridas leitoras e leitores!

Estou hoje aproveitando o dia de descanso para responder aos comentários do blogue. Então, quem comentou já pode ler as respostas.

Aviso que hoje completei 30 dias sem comprar supérfluos e desnecessários. É uma grande vitória! Sem o apoio de vocês eu não teria nem começado o desafio, porque não teria encontrado a motivação necessária.

Em especial, registro aqui a minha gratidão à Ziula. Foi graças a leitura do blogue dela que encontrei inspiração para começar.

No mais, vamos que vamos. Sigo errando, acertando, tropeçando e caindo, mas sigo. A vitória é certa!

GRATIDÃO!

 



Escrito por Sammy às 13h41
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É, minha gente,

... rever esse paradigma do consumismo é um longo processo que requer muito esforço. Na maioria das vezes a gente nem se dá conta do quanto está condicionado a consumir desnecessariamente. E, para mim, o grande problema nem é não consumir: eu ainda preciso consumir uma série de coisas... Mas o que tava acabando com a minha saúde financeira era o consumo de supérfluos e de desnecessários, sem estabelecer prioridades.

E assim, até hoje minha casa não tem cortinas, minha máquina de lavar precisa de reparos, meus armários, idem... e na minha casinha já não há mais espaço para colocar tanta tralha!

Já mudei bastante? Sim, mudei. Sobretudo nas últimas três semanas que não comprei mais nada supérfluo para mim: nem um grampo de cabelo, minha gente! Também dei uma boa limpada no meu guarda-roupa: devo ter doado umas 30 peças, para mãe, irmãs, amiga, além das peças minhas que levei para trocar no Bazar Desapegue (www.desapegue.com.br) por roupas para o namorado que estava muito necessitado!

Além disso, eu já até já passeei no shopping sozinha e com amigas, mas não fiz nenhuma bobagem. Simplesmente não me deu nenhuma vontade de comprar roupa, nem acessórios. Aliás, quando olho para os meus 250 pertences de vestuário, chego até a sentir certo enjôo, e me pergunto: como eu pude comprar tanto em tão pouco tempo?

Também adotei uma regra para o gerenciamento do espaço: entra 1, saem 2. Foi essa regra que me fez pensar mil vezes e não comprar o peep-toe bege da linha conforto, que citei em post anterior.

O exagero no consumo me custou caro: juros de cheque-especial e juros de empréstimos, de modo que, para compensar o rombo no meu orçamento, eu teria que ficar uns dois anos sem comprar roupas, acessórios e supérfluos!

Hoje percebo que as minhas compras compulsivas foram todas feitas em momento de muito desespero emocional. Eu ia ao shopping me entupir de sacolas para preencher o vazio, a solidão, a incompreensão e o desespero. Aquelas sacolinhas eram o meu consolo, para a tristeza, a infelicidade e a baixa autoestima.

Mas, passou, gente, passou.

Agora, o que eu quero mesmo, é conseguir me livrar de todas as dívidas até o final do ano. E continuar não comprando supérfluos, terminar de usar todos os meus produtos de higiene, beleza, maquiagem, doar coisas que não estou usando mais, liberar espaço na minha casa, colocar as cortinas, montar a minha bancada de trabalho, montar a minha estante de livros... e superar, de vez, toda essa fase ruim e confusa que vivi.



Escrito por Sammy às 10h15
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A Ziula me perguntou em seu blogue,

... em resposta a um comentário meu, sobre a quantas andava o projeto 50 Reais e nada mais. Pois é, pois é... Para responder a Ziula, aproveitarei a oportunidade para refletir sobre esse meu propósito. Pois bem. Deu certo! Pelo menos nas vezes em que eu consegui deixar o cartão em casa e levar o dinheiro. É impressionante constatar como a vontade de comprar é aplacada quando não temos o cartão na bolsa, rs!

Mas, confesso. Teve dias que eu acabei saindo com o cartão porque, enfim, ia precisar pagar contas e fazer transações com ele, e acredito que, nesses dias, acabei fazendo compras que, sem o cartão, com certeza eu não faria. Por exemplo: o sapato que comprei para a minha mãe. Não, não estou arrependida da compra, mas acho que o episódio deve me servir de alerta.

Também andei comprando alguns remédios que talvez eu não comprasse se estivesse sem o cartão: como calmantes de passiflora, calmantes homeopáticos e florais. Pois é, pois é. Eu ando bem nervosa mesmo, precisando urgentemente retomar a terapia que só não retomei ainda por estar nessa fase de se desafogar das dívidas.

Assim, Ziula, querida. Agradeço por ter me lembrado da importância do projeto 50 reais. Vou retomá-lo porque ele estava indo muito bem, me ajudando a não gastar.



Escrito por Sammy às 10h14
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A louca do destralhe?

Eu tenho refletido muito sobre o minimalismo, sobre o desapego e sobre o destralhe. Ainda bem que estou refletindo muito sobre todas essas coisas porque, quero e preciso me desfazer de coisas, mas nao quero ter um ato impensado, como ja tive no passado e de que me arrependi depois.

Estou vivendo um momento de muita angustia: ao mesmo tempo que estou louca para por as coisas fora, sei que preciso aguardar mais um pouco e refletir bastante para tomar as decisoes corretas e nao me arrepender depois, coisa que ja aconteceu. Nao quero ser “a louca do destralhe”. Calma, eh preciso ter calma, jah passei da idade de tomar decisoes por impulso e por euforia.

Mas hoje, depois de muito pensar, eis que se esbocou em mim uma decisao. E ela, me parece que sera a seguinte: o que eu nao quero mais, mesmo, vou doar para o Exercito da Salvacao. Claro, nao vou ganhar nenhum trocado com isso, mas vou poder ajudar uma obra de caridade, e isso eh uma coisa que eu quero fazer.

Ja doei tanta coisa para quem nao precisava, ja coloquei coisas praticamente novas na rua, por ter enjoado delas, na esperanca de que os vizinhos as pegassem, ja joguei fora meus discos de vinil da infancia (atitude da qual me arrependo porque eram lembrancas importantes) enfim… ja dei tanta "perola aos porcos" - no sentido de que dei minhas tralhas que se tornaram tralhas para quem nao precisava delas - que agora, penso eu, darei minhas coisas sem uso para uma causa muito nobre.

Agora, as coisas pelas quais tenho muito apego - mesmo - sei la. Vou tentar doar no Free-cycle, porque tenho certeza de que serao doadas para quem estiver precisando muito e que farah bom uso.

Outras coisas, vou dar um tempo para me desfazer. Se inclui nesse quesito as revistas. Gente, nao sei porque, mas para mim eh super dificil me desfazer de revistas! Que loucura nao? Entao, vou tentar aproveita-las na decoracao ate decidir como sera o desapego delas.

E eu to assim, super me contendo para comprar coisas como: cremes, shampoos, maquiagem, desodorantes, sabonetes, enfim… So vou comprar essas coisas quando acabar tudo o que tenho! E ponto final.

Desde que parei de comprar essas coisas, eh impressionante o tanto de frascos terminados que ja foram para o lixo. Mas ainda tenho muitos por terminar! Nao vejo a hora de sarar definitivamente dessas crises alergicas para poder voltar a me maquiar! Tenho muitos estojos e frasco para por fim.

 

 



Escrito por Sammy às 15h57
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Pensando mil vezes

Minha mae veio aqui em casa me ajudar com os servicos domesticos. Ela chegou, eu olhei para os pes dela, inchados, no sapato apertado… fiquei com isso na cabeca. Para falar a verdade, desde a nossa viagem para o Rio, jah estava preocupada com esse inchaco dos pes dela. Na ocasiao da viagem, eu disse a ela que ela precisava de ter um sapato desses da “linha conforto”. Entao, olhamos varias lojas, mas ela nao se encantou por nenhum modelo, e eu nao me encantei com os precos, sempre para mais de 120 reais…

E hoje, vendo aqueles pezinhos inchados, sufocados no sapato, fiquei com isso na cabeca.

Voltando do trabalho, eis que passo em frente de uma loja que vende sapatos da linha conforto, e que sao bonitos. Vi a vitrine, os precos estavam melhores dos que eu havia visto no Rio. Entrei.

Olha aqui, olha ali, pergunto a vendedora se teria um sapato da linha conforto, preto, sapatilha ou de salto bem baixo. “Sim, tem”, ela me diz… E eis que ela me mostra “o modelo”, perfeito para a minha mae, (que eh uma pessoa muito, digamos, de gosto especifico. Soh gosta de roupa, sapato e acessorios pretos… rsrsrs… e ela nem eh gotica!).

O preco do produto? 80 reais. Achei em conta, tendo em vista que era um sapato da linha conforto, de couro, preto, modelo certo para dar para minha mae. Fiquei pensando. Fuco aqui, fuco ali na loja, olho mais um pouco e eu me encanto por um modelo: bege, peep-toe, ultra confortavel, super bonitinho: me senti pisando as nuvens com o sapato…  Senti muita vontade de comprar para mim tambem, especialmente porque tinha preco de liquidacao, 70 reais.

Mas, eis que, soh de ter passado pela minha mente essa ideia, surgiu uma voz na minha cabeca, que dizia algo mais ou menos assim: “Samanta, comprar para tua mae, tudo bem, eh perdoavel, compreensivel, porque voce ta preocupada com o conforto dela, voce nao deveria comprar agora, porque esta de dieta, mas, pelo preco e pela oportunidade, tudo bem, te dou um desconto. Msssssas, comprar para voce? Ai nao da, neh? Eh patifaria! Voce vai querer voltar a sentir culpa, remorso, frustracao?”

E eu, respondendo ao “anjo” da minha consciencia pensei algo mais ou menos assim: “Nao, nao vou querer sentir nada disso de novo, nao quero me sentir derrotada, eu me comprometi ha um mes, um mes sera!”

E assim foi decidido. Comprei o sapato para a minha mae (gente, ela tah mesmo precisando) e nao comprei o sapato para mim (snif, eu nao estava precisando, mas ele era lindo!).

Depois disso, passei na farmacia para comprar mais remedios para tratar a minha “rinite-sinusite doida”. Aproveitei e olhei o estabelecimento em busca de coisas que poderia comprar. Vi um desodorante aerosol por 10 reais, e tive muita vontade de comprar por estar barato, mas me lembrei do desodorante em roll-on que acabei de comprar, que vai demorar um tempaaaaaaaooo para acabar, que esta me servindo super bem (ateh melhor do que o aerosol) e “segurei o tcham”. Entao, alem dos remedios para a rinite, soh comprei o meu remedio de uso continuo, para aproveitar a viagem. Ah, tambem aproveitei para fazer um cartao da farmacia e consegui um belo desconto…

E entao, depois desses dois “testes” (da loja de sapatos e da farmacia) eu conclui que: antes de decidir comprar qualquer coisa precisamos pensar muito. Mil vezes, se necessario for. Precisa fazer um exame profundo da consciencia e se perguntar: preciso mesmo disso? Tenho algo similar em casa? Posso esperar terminar o que tenho em casa e manter o dinheiro comigo? Isso eh superfluo (para mim, superfluo eh qualquer coisa que eu ja tenha ou de que nao precise muito)? Isso corre o risco de se tornar tralha? Enfim…

 A economia jah mostra resultados beneficos: a conta corrente esta positiva! J



Escrito por Sammy às 15h54
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