Sammy IN Sampa


27/05/2008


By Nane Cris

Rir é uma terapia, falar besteira é outra e fazer besteiras então!?... nem se fala!

Escrito por Sammy às 15h25
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

20/05/2008


Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...

Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..
E lembra-te:
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão.

 

Fernando Pessoa

Escrito por Sammy às 10h34
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

13/05/2008


Para refletir

“... Termino essa minha vida exausto de viver, mas querendo ainda mais vida, mais amor, mais travessuras. A você que fica aí inútil, vivendo essa vida insossa só digo: - Coragem! Mais vale errar se arrebentando, do que preparar-se para nada. O único clamor da vida é por mais vida bem vivida. Essa é, aqui e agora, a nossa parte. Depois seremos matéria cósmica. Apagados minerais. Para sempre mortos.”

 

Darcy Ribeiro - Antropólogo

Escrito por Sammy às 13h22
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

08/05/2008


Um conto que é um alento de prazer!

Como nasceram as histórias

*Escrito a partir de temas de diversas histórias.

 

 

Um conto de todos e de nenhum lugar, escrito a partir de vários temas tradicionais

 

 

Deus tinha se criado criador, então ele criava.

E tudo que criava, colocava na Terra. Seu único cuidado era compor um casal de cada espécie, porque ele não gostava de ficar se repetindo.

Numa bela manhã, Deus pegou uma bola de barro para moldar um homem e uma mulher. A grande invenção do dia era que os dois ficassem em pé. Ele os colocou no forno para cozer o barro, sentou-se na sua poltrona preferida e começou a roncar.

Um cheiro de queimado o tirou do sono. Ele abriu rapidamente o forno, mas... tarde demais! Suas criaturas estavam queimadas, negras da cabeça aos pés, cabelos frisados pelo calor... Ele as examinou, caiu na gargalhada e pensou: “Eis aí o mistério da criação! Elas são magníficas como as noites estreladas. Vou guardá-las!”. E as colocou na África.

E Deus recomeçou sua obra: uma bola de barro, uma mulher, um homem, um forno... Novamente ele abriu... Cedo demais! Não estavam cozidos! Brancos, descorados, frágeis, cabelos pálidos... Mas quando a mulher abriu os olhos, claros e azuis como o mar no verão, Deus, que é um homem, logo se apaixonou! Ele achou a mulher bela como a manhã. E deixou essas duas criaturas na Europa.

Desta vez, Deus quer acertar o ponto do cozimento. Nas duas bolas que pega, coloca um pouco de páprica em uma e, na outra, um pouco de curry. Ele molda duas mulheres, dois homens e manda para o forno. Agora, já sabe o tempo certo de cozimento, a temperatura correta. Ele abre e... estão no ponto!

Duas têm cor de cobre, e ele as coloca na América. As outras duas, que são mais douradas, vão para a Ásia.

 

Deus fala:

- Não há mais lugar na Terra. Devo parar com as minhas criações. Ou talvez eu possa criar algo que não ocupe espaço...

E inventa o conceito. Um conceito é como uma idéia, e uma idéia não ocupa não ocupa lugar algum.

Deus encontra uma panela, coloca nela os ingredientes (que já não sabemos mais quais são) e decide que o primeiro conceito se chamará conceito de amor... Ele não sabe direito para que isso servirá, então o experimenta, depositando um pouco dessa mistura nas costas do senhor e da senhora Tartaruga. E observa.

O senhor Tartaruga logo sobre nas costas da senhora Tartaruga, eles esperneiam um pouco e acabam dormindo aconchegados... Não tem muita graça, Deus pensa, e acaba esquecendo seu conceito.

 

Algumas semanas depois, Deus vê ao lado do senhor e da senhora Tartaruga três tartaruguinhas que ele, Deus, não criara!

“Se esse conceito de amor permite que outras tartarugas apareçam, essas tartaruguinhas vão criar outras tartarugas, que vão criar... Bom, a Terra logo estará lotada de tartarugas! Esse conceito do amor é uma catástrofe!”, reflete.

No entanto, o senhor e a senhora Tartaruga, cheios de amor, enchem seus bebês tartarugas de carinho... Estão felizes e muito apaixonados!

Os outros animais vão conversar com Deus:

- Nós também queremos conhecer o conceito de amor. Nós também queremos ter bebês!

- Não, não é possível – responde Deus. – Se vocês fizerem bebês, eles vão fazer outros bebês, que vão fazer bebês, que... E a Terra vai explodir sob os pés de todos!

- O problema é seu. Nós queremos bebês!

Deus inventa um novo conceito:

- Se vocês querem bebês que um dia farão outros bebês, vai ser preciso que desocupem o lugar e desapareçam definitivamente!

Deus acaba de inventar o conceito da morte...

Mas os animais refletem e, no dia seguinte, os chimpanzés falam para Deus:

- Não ligamos para a morte, nós queremos bebês!

E logo surgem chimpanzés que fazem toda a floresta rir.

A senhora Girafa pega o senhor Girafa, que vive sempre com a cabeça nas nuvens, e vai se encontrar com Deus:

- Nós queremos bebês!

- O quê? O senhor Girafa se assusta.

- Fique quieto! Você faz os bebês comigo e, se não gostar, pode ir embora depois. Não tenho medo de ser mãe solteira!

As girafinhas chegam! E para o senhor Girafa elas são mais lindas do que suas nuvens preferidas...

 

O senhor e a senhora Hipopótamo vêm logo depois... Deus acha que esta criação não deu muito certo e que seria melhor parar por ali... Mas logo vê o senhor e a senhora Rinoceronte esperando por sua vez e percebe que beleza não é tudo na vida. Então, concorda em entregar a parte que lhes cabe no conceito de amor. E cada casal, assim, passa diante de Deus.

Os humanos fazem o que lhes dá na veneta... A senhora Branca acha o senhor Branco sem graça e se enamora do senhor Negro; a senhora Negra sai com o senhor Vermelho, a senhora Vermelha fica apaixonada pelo senhor Amarelo e a senhora Amarela se contenta com o senhor Branco.

Deus ruge:

- Eles estão misturando minhas criações! Que ousadia! Mas quando os bebês dessas misturas nascem, Deus, que é um esteta, reconhece que, do ponto de vista artístico, o resultado dera muito certo. E então ele não se importa mais...

 

Assim, a vida continua com seus nascimentos e mortes.

 

Certo dia, Deus nota a existência de uma pedra:

- Pedra! Você foi a única que não me pediu crianças!

- Detesto crianças – resmungou ela. – Não quero crianças! Quero ser eterna!

E é por isso que na Terra só a pedra é imortal: porque ela recusou sua parte de amor e de felicidade. E também por isso é costume dizer que quando alguém é malvado, tem “um coração duro como pedra”.

 

O tempo passa. E, certo dia, uma delegação de pais vai procurar Deus:

- As crianças são adoráveis, mas dão um trabalhão danado! Deus, você precisa inventar um conceito que as deixe tranqüilas durante algumas horas por dia e que também as faça dormir!

 

Deus repara as olheiras de cansaço dos pais e percebe que precisava fazer algo urgentemente.

Coloca em sua grande panela tudo que lhe cai nas mãos: projeto de invenções, idéias esquecidas, sonhos loucos, besteiras de crianças... Faz uma mistureba, prende rapidamente com barbante e dá alguns pacotinhos para os pais:

- Contem isso para eles, é um novo conceito que se chama histórias!

Os pais contam as histórias para seus filhos... E funciona!

Enquanto escutam, as crianças ficam calmas. Às vezes, até dormem. E dá para fazer alguns acordos:

- Se você arrumar seu quarto, posso lhe contar duas histórias esta noite. Se não tomar a sopa, não vai ter história.

O quarto é arrumado e a sopa, devorada!

Essas crianças crescem... têm filhos... e se lembram das histórias que seus pais contavam. E as contam para seus filhos, que as contam para seus filhos, que...

E Deus fica contente! A pedra não é a única imortal. As histórias também são eternas. Elas viajam de boca em boca, se misturam, se metamorfoseiam, seguindo seu caminho por toda a eternidade...

 

Conto extraído de: Volta ao mundo dos contos nas asas de um pássaro, Catherine Gendrin e Laurent Corvaisier. Edições SM: São Paulo, 2007.

Escrito por Sammy às 11h23
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

28/04/2008


Retorno de Saturno?

 

Pois bem, aqui estou, 28 outonos! Fazer aniversário atualmente me causa um mix de sentimentos que não sei bem como definir. Costumo dizer que até os 25 tudo foi bem, o difícil veio depois! Acredito que realmente o astro que comanda as vicissitudes da vida e do tempo comece a exercer sua influência em nós justamente durante essa faixa etária. Penso: caramba! Passaram-se treze anos desde os meus quinze e faltam apenas doze para os quarenta!!! E cá estou, no meio da estrada. Mistura tudo, gratidão por ter chegado até aqui e temor pelo que virá... talvez o pior seja perceber que muitos sonhos que nutri se acabaram e que muitas coisas que antes tinham toda a graça pra mim, hoje já não fazem o menor sentido. E assim, perdida em quem eu sou e no que eu quero tenho tentado me encontrar; mas antes que a casa caia, espero encontrar, ao menos, uma fonte de prazer que me redima!

Escrito por Sammy às 14h22
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

15/04/2008


Uma vida de sono

 

 

Num belo dia em que provavelmente eu estava dentro de um ônibus, assistindo pela janela do veículo a televisão da vida urbana, mergulhada em pensamentos, senti sono... No que senti esse sono, pensei: sempre sinto sono...

Numa aula da faculdade em que a professora falava e falava, desfilando vocabulário, mas sem dizer muita coisa, novamente senti sono e pensei: sempre sinto sono...

Numa tarde em que, no meu local de trabalho eu precisava ler textos, ler muito, muitos textos enquanto o relógio corria implacavelmente me deixando bem aquém de cumprir os prazos que me são pedidos, senti sono e pensei: sempre sinto sono...

Numa noite em que após ter voltado da faculdade amassada dentro de um ônibus lotado, chegando em casa muito mal humorada, mal falando com as pessoas e entorpecida pelo sono conclui: passei a minha vida inteira sentindo sono.

Sentindo sono em todas as manhãs geladas em que tive que levantar para ir à escola ou ao trabalho; em todas as tardes em que as poucas horas dormidas pesavam sobre os meus olhos; em todas as noites em que, sentada numa cadeira dura de faculdade, eu ouvi palavras e mais palavras das quais o sono esvaziava o sentido, conclui: será que a minha vida é apenas sentir sono?

 

Esse texto foi escrito num momento em que eu necessitava afugentar, mais uma vez, o sono.

Escrito por Sammy às 16h16
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

08/04/2008


O meu amor é uma casa

Sonhei que inscrevia seu nome secretamente num concurso, onde o prêmio era uma casa. Você ganhava o concurso e ficava muito feliz! No entanto, não sabia quem havia enviado a carta em seu nome. Fui eu quem enviou a carta, e quando as pessoas me aconselharam que eu dissesse a você a ação que pratiquei, juntei todas as forças do meu ser para responder: não, não direi a ele nunca!

Acordei do sonho insólito às cinco horas da manhã ao som do meu celular despertador. Lembrei-me do sonho e do quanto foi agradável ver a pessoa que me desperta todo esse gostar, feliz! Me perguntei: por quê a casa? Pensei: o que uma casa representa para mim? Conclui: representa segurança, conforto, proteção e estabilidade. Sim, meu amor é uma casa. Somente é uma pena que, tal qual o sonho, eu não possa lhe declarar o meu sentimento. O medo paralisa e quando é muito forte, faz até com que desistamos.

Escrito por Sammy às 15h29
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

18/03/2008


Primeira aparição do ano!

O ano passou e eu ainda nem havia trocado o modelo do meu Blog! Isso para que tenham uma noção do quanto andei relapsa nos últimos tempos. Mas foi tudo por um bom motivo (não que justifique o abandono do Sammy IN Sampa). O fato é que ultimamente tenho dado mais atenção a minha vida profissional. Completo 28 outonos em breve e sinto que preciso me firmar em algo. Entretanto, não quero me sentir presa. Então, estou pesando muito bem as minhas decisões.

Bom, é atrasado mas... que todos tenham um bom ano, repleto de muita sorte, saúde paz e realizações!

Abraços!

Escrito por Sammy às 12h56
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

31/08/2007


Pérolas do Vestibular

 Em homenagem ao curso que faço na faculdade

 

Respostas engraçadas de História

  • Os egípcios antigos desenvolveram a arte funerária para que os mortos pudessem viver melhor.

  • Péricles foi o principal ditador da democracia grega.

  • Na Grécia, a democracia funcionava muito bem, porque os que não estavam de acordo, se envenenavam.

  • O hino nacional francês se chama La Mayonèse...

  • Tiradentes, depois de morto, foi decapitulado.

  • Entres os índios de América, destacam-se os aztecas, os incas, os pirineus, etc.

  • A História se divide em 4: Antiga, Média, Moderna e Momentânea (esta, a dos nossos dias).

  • Em Esparta as crianças que nasciam mortas eram sacrificadas.

  • No começo os índios eram muito atrazados (sic) mas com o tempo foram se sifilizando.

  • Entre os povos orientais os casamentos eram feitos "no escuro" e os noivos só se conheciam na hora H.

  • Então o governo precisou contratar oficiais para fortalecer o exército da marinha.

  • Em homenagem a Gutenberg, fizeram na Alemanha uma estátua, tirando uma folha do prelo, com os dizeres: "e a luz foi iluminada".

  • No tempo colonial o Brasil só dependia do café e de outros produtos extremamente vegetarianos.

  • Com a morte de Jesus Cristo os apóstolos continuaram a sua carreira.
  •  

  • O petróleo apareceu há muitos séculos, numa época em que os peixes se afogavam dentro da água.

  • Escrito por Sammy às 14h01
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

    29/08/2007


    Para a tristeza

    Companheira, sei que você vai chorar quando ler esta carta, mas quero deixar de ver você por uns tempos. Vai ser difícil para mim, pois me acostumei à sua presença, porém não vejo mais motivos para continuarmos juntas. Não nego sua importância; em diversos momentos difíceis da minha vida você permaneceu comigo, mesmo quando todos se
    afastaram. Só que, com você, sinto que não ando para a frente. Esse seu pessimismo me atrapalha.

    Tenho tentado evitar você de todas as maneiras, e isso não é legal. Ainda mais porque sei que se magoa por qualquer coisinha. Mas basta você chegar e lá se vai minha alegria. Não agüento mais os seus assuntos mórbidos, a sua cara desanimada. Até sexo, com você, ficou sem graça. Nada mais broxante do que gente que chora durante a transa.

    Perdi anos de minha vida ao seu lado, tristeza, acreditando em tudo que você dizia. Que o amor não existe e o mundo não tem jeito. Você é péssima conselheira para suas parceiras - que o digam a Marilyn e a Sylvia*. Agora, chegou a hora de dar chance à alegria, que há muito tem mostrado interesse em passar uns tempos comigo. Ela me elogia, sabe? Você? O único elogio que eu lembro de ter ouvido de você foi que eu fico bem de olheiras.

     

    Veja bem: não estou dizendo que quero acabar com você para sempre. Sei que estou presa a você, de uma forma ou de outra, pelo resto da vida. E podemos muito bem ter os nossos momentinhos juntas, aos domingos ou em longas tardes de poesia. Só não posso é continuar à mercê dos seus péssimos humores, dia após dia, sabendo que você nunca irá mudar. Chega de fornecer moradia à sua pesada existência.

    Desde pequena, abro mão de muita coisa pela sua companhia. Festas a que não fui porque você não me deixou ir, paisagens lindas nas quais não reparei porque você exigiu de mim total atenção, amigas que perdi porque insisti em levar você comigo a todos os lugares. Ora, tristeza, tente ao menos ser mais leve. Sorria de vez em quando, pare um pouco de se lamentar. Ou vai continuar sendo assim: ninguém querendo ficar com você. Não vou cobrar o que deixei de ganhar por sua má influência, pois sei que tristezas não pagam dívidas. Mas quero de volta meus discos de dance music, que você tirou da prateleira. E minhas roupas estampadas, que sumiram do meu armário depois que você se instalou aqui.

    Por favor, não tente entrar em contato comigo com as mesmas velhas razões de sempre. Não é a fria lógica dos seus argumentos que irá guiar meu coração daqui por diante. Quero ver a vida por outros olhos, que não os seus. Quero beber por outros motivos, que não afogar você dentro de mim. Cansei da sua falta de senso de humor, do seu excesso de zelo. Vá resolver as suas carências em outro endereço.

     

    Como me disse o Lulu, hoje de manhã, no carro, a caminho do trabalho: "Não te quero mal, apenas não te quero mais".

    Bye-bye,

    Fernanda


    * A autora refere-se à morte da atriz Marilyn Monroe e da poetisa Sylvia Plath.

     

    Escrito por Sammy às 09h30
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

    13/07/2007


    A TAL DA AUTO-ESTIMA

    Personalidade é uma coisa que nasce com a gente e que, dificilmente, conseguimos mudar.

    No início do ano de 2006, eu tinha um propósito de mudança para a minha vida, pois me conscientizei de situações que não estavam me fazendo bem.

    A solução era fazer tudo diferente. Mudar as ações e os pensamentos. Decidi fazer um retiro que me levasse ao encontro de mim mesma. Se as coisas estavam dando errado, eu tinha, por obrigação, que identificar as causas que me conduziam ao erro.

    Não é fácil realizar esse trabalho. É difícil assumir o quanto somos malvados, mesquinhos, invejosos e sacanas conosco mesmo.

    E quanto mais eu buscava as origens dos problemas, mas eu as encontrava nas minhas próprias atitudes, afinal de contas, criamos a nossa própria realidade que depende da forma como os fatos são interpretados por cada pessoa.

    Olhando pra tudo isso, houve momentos em que me senti envergonhada. Fui percebendo que fui injusta em algumas situações e cega em relação a outras... precipitada, impaciente, ansiosa; o que me conduziu ao sofrimento. Aí resolvi agir diferente. Afastei-me de situações e de pessoas, larguei o meu emprego para começar um processo de reciclagem e purificação. Iniciei novos cursos, e com isso, comecei a conhecer pessoas com outros pensamentos e posicionamentos diante da vida.

    Todas as noites eu meditava sobre o que era o amor, ou melhor, sobre o que era o auto-amor. Eu precisava me amar pra ver se a energia voltava a fluir e se, com isso, a minha vida voltava a caminhar.

    Foi aí que percebi que amor é, acima de tudo, aceitação. Eu deveria me aceitar do jeitinho que sou - com as minhas virtudes e defeitos. Era preciso "desencanar", deixar rolar, não criar ilusões, nem expectativas, apenas viver um dia de cada vez – mantendo uma vida ativa; trabalhando, estudando, saindo, aprendendo, conhecendo, mas sem aquele monte de ansiedades e fantasias na cabeça. Era preciso fluir como um rio, constante e sem parar.

    Foi confortante sentir a vida dessa forma. Sem ilusões, sem fantasias, com os pés no aqui-agora. E depois de não me cobrar e de parar com as pretensões, percebi o quanto eu poderia realizar. Descobri o potencial imenso de criatividade que habitava em mim mas que estava esquecido lá num canto escuro.

    A cada dia, passo-a-passo, eu realizava algo de bacana e isso me proporcionava satisfação... algumas vezes eu pensava: - Poxa Sam... como você é legal! Como você é espertinha!... e esses bons pensamentos me geravam conforto e bem estar. E aí, nesse momento, comecei a descobrir o que era a tão da dita e bendita Auto-estima!

    Auto-estima é: conforto, paz e serenidade; aceitação e tolerância, compaixão; respeito, admiração e auto-valorização pela própria vida.

    E quando a gente  se valoriza, se aceita e é capaz de se encantar com a gente mesmo, começamos a sentir o mesmo pelas outras pessoas. A mesma compaixão, o mesmo respeito, sobretudo empatia, por saber que ali também tem um ser humano, igualzinho a gente! Uma criatura que ri, chora, sente dor e prazer... Os sentimentos e emoções são sempre os mesmos para todos. O que difere é o percentual que temos de cada um deles dentro de nós. Uns tem mais raiva do que outros – são mais irritáveis; outros são mais magoáveis e alguns tem uma tolerância maior para com as dificuldades do dia-a-dia. É a dosagem das nossas emoções que nos faz diferentes uns dos outros .

    Como podemos equilibrar tudo isso? Eu agi da seguinte forma, perguntei-me: - O que é o amor? Quero encontrar o amor dentro de mim, porque fora de mim sei que ele não está... e antes de dormir, eu pensava nas pessoas pelas quais tenho afeto, pensava nas situações que me trouxeram alegria para que esse sentimento vibrasse no meu coração. Se viesse alguma tristeza, eu chorava... se viesse alguma culpa eu me perdoava, se viesse alguma mágoa, eu me libertava... eu fazia isso respirando lenta e profundamente até adormecer. Ninguém me ensinou isso, eu descobri sozinha, com a minha intuição. E, dia após dia, o conforto passou a habitar o meu coração até que um dia em pensei: - Nossa... Quanta maldade... quantas coisas horríveis eu fiz comigo! Mas eu me perdoei, limpei e abri o meu coração de novo!

    Abrir o coração é abri-lo para a experiência do bom e do belo. Quantas vezes não nos sentimos indignos das coisas boas e belas da vida? Quantas vezes tentamos nos redimir de nossas culpas nos infligindo sofrimento e tormentas, fazendo isso também com os outros quando consideramos que eles são culpados? Julgamos, condenamos e castigamos - a nós mesmos e ao próximo. Isso é terrível, cruel, frio, gelado... O amor, por sua vez, é quente! Ele conforta, liberta e é autêntico porque ele é aceitação. Ele não exige nada de você... ele te ama, incondicionalmente!

    E por todos os motivos que apresentei, gostaria que você pensasse no que eu aqui coloquei, e tentasse praticar o auto-amor em seu dia-a-dia. Tenho certeza de que os benefícios que essa prática lhe trará serão imensuráveis!

    Seja um canal de transformação. Não vamos esperar que o mundo fique bom primeiro. Vamos mudar a nossa postura diante da vida. Essa é a verdadeira revolução!

     

     

     

    Texto publicado no Blog Sammy IN Sampa, em 08-09-2006.

    Revisado em 13-07-2007.


    Escrito por Sammy às 18h09
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

    04/06/2007


    Eu sei, mas não devia

    Marina Colasanti

    Eu sei que a gente se acostuma.

    Mas não devia.

    A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

    A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora.

    A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra.

    A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

    A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.

    A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.

    Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.

    A gente se acostuma para poupar a vida.

    Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.

    Viste: http://www.apotegmas.zip.net

    Escrito por Sammy às 17h38
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

    27/05/2007


    Parabéns!!!

    No último dia 22/05 meu sobrinho Leandro completou um ano de vida. No sábado, ganhou uma festinha e esse montão de presentes...

    Escrito por Sammy às 16h14
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

    21/05/2007


    Efemerecência

     

    A despeito de ilusões, desejos e expectativas, no fundo, há uma certeza. Uma consciência de si mesma e do outro. Apenas sabe de si, não é possível prever o que o outro deseja ou pretende. Efemérides sabe que para muitos é mais fácil e bonitinho viver sonhando. Não que ela não sonhe na noite dos sentimentos... porém suas resoluções são sempre tomadas quando o sol que ilumina o mundo clareia também a sua consciência.

    Enfim ela percebeu que a vida é um efemerecência, assim como tudo pode ser eterno enquanto durar, e que além de tudo isso, o tempo é apenas uma ilusão, um referencial limitado de onde acreditamos enxergar e entender a “realidade” que nos cerca.

    Efemerecência é pura ventania. A vida é ventania, nada é estático, tudo se desloca, renova e não para nunca. Efemérides sente que é folha que viaja com o vento, pássaro que voa pelo céu, espírito que ascende e descende sem início e sem fim pela Roda Cósmica da Vida.

    Folha que viaja pelo mundo com o fluxo inconstante dos ares, e que não tem lugar de partida, parada ou chegada. O caminho, pura e simplesmente é belo por ser o que é: um caminho.

    Se amor é igual a posse e apego, Efemérides questiona-se: - Já amei? Questiona-se até mesmo sobre os aspectos semânticos da palavra Amor, por ser essa uma palavra que designa vários estados emotivos; uma palavra que abarca muitas significações...

    Como explicar e como entender qual é o amor que pulsa em seu coração? Não há uma palavra que descreva exatamente o amor que Efemérides sente. Mas ela sabe que é algo muito perto de respeito ao próximo e mais... respeito a liberdade de escolha do próximo.

    Ela sabe que se não foi escolhida por algo ou por alguém, ainda pode contar com o vento! E efemerecendo, Efemérides se permite partir com o fluxo dos ares, com a força da vida, que nunca termina, que sempre a leva para algum lugar desconhecido e para experiências engrandecedoras.

    Escrito por Sammy às 19h26
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

    18/05/2007


    Homenagem a Sampa dos velhos tempos

    Para encerrar a Republicação dos posts da série Crônicas, deixo essa imagem da São Paulo de outros tempos. Apesar dos pesares, amo minha città, plena de História!

    Aguardem a republicação dos textos série Questões Sociais.

    Abraços!

    Escrito por Sammy às 19h43
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

    Perfil



    Meu perfil
    BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Mulher, de 26 a 35 anos, Portuguese, Italian, Livros, Arte e cultura

    Histórico